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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Rui do Carmo


O poeta Rui do Carmo, que agora em outubro nos presenteou com "Trincheiras", seu terceiro livro de poemas, nos conta que esteve por aqui, anonimamente, visitando o Blog da Confraria. Magoado (ou malblogado), lembra-nos que já é, desde 2007, quando lançamos juntos o livro de contos No além todos não morrem, confrade honorário e que, por isso, já merecia ter um poema seu publicado no Blog, assim como os demais confrades já o têm.
O autor do conto "O homem minhoca" nos deixa embevecidos com esse singelo protesto, visto tratar-se de personalidade de forte reconhecimento no meio literário paraense e amazônico.
Aproveitamos, então, e publicamos um dos seus poemas que, recentemente, vagueava no espaço cibernético da internet.
E como diria nosso confrade-mor: TOMA-TE!


UM PONTO

Necessito de um ponto
Que não seja comum,
Um ponto que não seja final,
Que não agregue e faça mal.
Um ponto que exploda,
Saia do sossego eterno.
Expandindo-se indefinidamente
Sem deixar buracos negros.
Um ponto inicial
Fora do convencional,
Para me rir dos filósofos
E dos caras de pau.
Ah!Ahhhhhhhhh!


Rui do Carmo

Um comentário:

Adina Bezerra disse...

A postagem ao poema do confrade "
malblogado" é bem merecida, eu sempre digo que este poeta amigo qdo mergulha nos rios de seus poemas ele emerge e nos abraça molhado com seus belos versos.

Adina Bezerra